Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo
Eu acordei com medo e procurei no escuro
Alguém com seu carinho e lembrei de um tempo
Porque o passado me traz uma lembrança
Do tempo que eu era criança
E o medo era motivo de choro
Desculpa pra um abraço ou um consolo.
Hoje eu acordei com medo mas não chorei
Nem reclamei abrigo
Do escuro eu via um infinito sem presente
Passado ou futuro
Senti um abraço forte, já não era medo
Era uma coisa sua que ficou em mim, que não tem fim
De repente a gente vê que perdeu
Ou está perdendo alguma coisa
Morna e ingênua
Que vai ficando no caminho
Que é escuro e frio mas também bonito,
Porque é iluminado
Pela beleza do que aconteceu
Há minutos atrás.
-- Cazuza, Frejat --
quinta-feira, 21 de julho de 2011
E hoje ela acordou distraída, seguindo sua rotina. Levando sua vida numa boa, superando cada obstáculo que a vida insiste em colocar na sua frente. Mas hoje o dia foi diferente. Em mais uma de suas esbarradas naquele seu amor antigo e tudo mudou. Ela viu o amor renascer nos olhos dele. Talvez tenha sido o acaso. Mas a vida escolheu outro rumo hoje. Ou quem sabe, foi Melissa que olhou pro caminho certo. Um abraço caloroso pra fechar o encontro inesperado. Um abraço daqueles que não precisa de palavras, ele já diz tudo. Aquele jeito acolhedor de quem quer protegê-la do mundo. Um sorriso meio de lado, uma felicidade estampada na expressão de cada um deles. Realmente não dá pra disfarçar. Foi o amor mais sincero de Melissa. E será sempre amor. Agora ela sabe que vale a pena lutar.
Falar pouco é virtude, aprender a se colocar em primeiro lugar não é egoismo. Para qualquer escolha se segue alguma consequência, vontades efêmeras não valem a pena, quem faz uma vez, não faz duas necessariamente, mas quem faz dez, com certeza faz onze. Perdoar é nobre, esquecer é quase impossível. Quem te merece não te faz chorar, quem gosta cuida, o que está no passado tem motivos para não fazer parte do seu presente, não é preciso perder pra aprender a dar valor, e os amigos ainda se contam nos dedos. Aos poucos você percebe o que vale a pena, o que se deve guardar pro resto da vida, e o que nunca deveria ter entrado nela. Não tem como esconder a verdade, nem tem como enterrar o passado, o tempo sempre vai ser o melhor remédio, mas seus resultados nem sempre são imediatos." (Charles Chaplin)
Mudar. Não pelo outros, mas por ela mesma. Melissa ainda é aquela menina crescida que sempre acredita demais nas pessoas. Seu mundo de fantasias, vez por outra, engana-a. Ela sofre, ela chora. Mas amanhã é outro dia. Amanhã ela sorri, ela se apaixona. Ela canta, ela dança. É nesse ciclo que se resume sua vida. É necessário atualizar a lista de interesses, de prioridades, de sonhos, enfim, é preciso mudar sempre. Não é desistir, é recomeçar. Melissa procura o equilíbrio entre sua razão e sua emoção. A inquieta menina doce, que encara a vida com força, fé e otimismo. Amor? Ahh, o amor. Esse sim confunde Melissa. Tantas idas e vindas. Tantas perguntas. E uma única resposta: o amor vale a pena, mas ele virá na hora certa. E a hora certa só a vida sabe.
Ela continuava a andar, a seguir seus passos conforme a batida da música, e algo lhe dizia sempre para levantar a cabeça, para prosseguir, para não se deixar levar por criticas, ou até mesmo por aqueles que diziam que ela não ria conseguir. Também quem derá, uma menina sonhadora como ela causa espanto em todos, ou melhor causa admiraçao, pois ela anda aprendendo com tudo, e uma das coisas que ela mais aprendeu é à sonhar, e acreditar que tudo vai dar certo, Não aquele papo bobo meu amigo de "vai dar certo", para tentar fazer você sorrir, claro que você deve, mas sabe um segredo: ela tinha certeza ela tinha uma convicção dentro dela e isso há vazia prosseguir, chorando, sorrindo, as vezes caindo mas bom sempre indo em direção a estrada ao qual ela preparou, ou melhor a estrada que Deus preparou para ela.
(Karine Cassol)
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